Eu não sei o que me encanta em São Paulo. É sério, é uma cidade sem uma silhueta distinta de muitas outras cidades, sem uma iconografia própria, com bairros sem marcos. Eu não sei o que é Pinheiros e o que é Vila Madalena, o que é Marginal Pinheiros e Marginal Tietê. A USP Butantã parece a UFRGS do Vale ou mesmo o Fundão com mais árvores. Os carros são muitos, as pessoas apressadas, o cinza é predominante – com pequenas e constantes pinceladas de verde, reconheço. Eu me perco nos tantos cemitérios daquele lugar! Seus preços são caros, seus subúrbios muito distantes, a cidade não tem limites. Tudo isso me incomoda, mesmo levando em conta minha simpatia por metrópoles.
Conversei com gente do mundo todo e vi ruas que riscaram a história do país. Eu ouvia o rock pulsando dos aparelhos eletrônicos da garotada nos ônibus e metrô e o acompanhava no ritmo da ponta do pé. Não vi cachorros nas ruas, nem carros velhos, nem mulheres em vestidos, nem homens de bermuda, nem havaianas, nem brisa do mar. Vi agasalhos, de todos os tipos. Vitrines, de todos os looks. Cabelos de todos os tons, gírias de todos os sons e finanças de todos cifrões. Vi o quão moderno pode ser o apreciar de calçadas.
Eu me senti só e me senti junto demais. Tantas urbanidades me causaram uma inflexão intelectual. E não só, uma genuína sensação de pertença àquele polimorfismo engenhoso e febril.
Então, fui flanar na Paulista, comprei uma Billboard diante do Trianon e sentei num bar para curtir o frio, com sossego e bem-estar desmedidos. Simplesmente porque o ambiente pedia e meu espírito, ali infestado de pauliceias mínimas imperceptíveis, também.
Conversei com gente do mundo todo e vi ruas que riscaram a história do país. Eu ouvia o rock pulsando dos aparelhos eletrônicos da garotada nos ônibus e metrô e o acompanhava no ritmo da ponta do pé. Não vi cachorros nas ruas, nem carros velhos, nem mulheres em vestidos, nem homens de bermuda, nem havaianas, nem brisa do mar. Vi agasalhos, de todos os tipos. Vitrines, de todos os looks. Cabelos de todos os tons, gírias de todos os sons e finanças de todos cifrões. Vi o quão moderno pode ser o apreciar de calçadas.
Eu me senti só e me senti junto demais. Tantas urbanidades me causaram uma inflexão intelectual. E não só, uma genuína sensação de pertença àquele polimorfismo engenhoso e febril.
Então, fui flanar na Paulista, comprei uma Billboard diante do Trianon e sentei num bar para curtir o frio, com sossego e bem-estar desmedidos. Simplesmente porque o ambiente pedia e meu espírito, ali infestado de pauliceias mínimas imperceptíveis, também.

1 comentários:
Parabéns! Tudo de melhor q a vida tem a te oferecer =)
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