Mas também no silêncio. Se reconheceu no silêncio e parou para ter passado. Passou para ter futuro e calou para não mexer em nada. Foi como quem nunca ia.
Cidades para ter postais e feiras para ver anéis. Chegando às duas, acordando às dez. Passeios demais, cinema e balé. Colares pra ter mais fé e brincos para manter olhares. Petiscos, cerveja nos bares. Sentada na pedra e rabiscos no chão. O dedilhar num violão. Chá com pêssego ao som de piano. A vida fluindo no meio do ano! Teatro sob muita luz! Rabo-de-cavalo, caneta, bloco e os olhos azuis.
Veio como quem não chegava. Devagarinho, bem perto dos muros. Brincando com os bichos, sem pressa nas pernas, cobrindo os cabelos. Dormiu como se andasse às milhas! As pernas de fora, barriga pra baixo, a fronha caída. Coçando as orelhas! Acordou como se fosse dia. Rodou pela casa, sem nada nos pés, apoiou-se na porta voltada pra rua. Olhou a varanda, as plantas mexendo com o vento noturno. Ventava que era uma maravilha! Voltou para a sala, sentou num banquinho. Bebeu um licor, trazido da Europa, um clássico da sua família. Tossiu e parou, tremeu um pouquinho. Lembrou de quem não queria. Lamentou, uma besteira. Como se a vida permitisse que a gente esquecesse do que riu, do que chorou, nos dias que não se extinguiam. Como se a gente não buscasse sempre o mesmo, mas com novas roupagens e novas paisagens. Novos roteiros em parceria.
Tomou leite morno, com aveia e mel. Deitou-se outra vez, olhando pra cima. O som já tocava, um volume baixinho, o Clube da Esquina. Parada, sozinha, reconheceu outra vez o momento que tinha. Virou de lado e tentou dormir. Como se o fim fosse semana que vem, e não houvesse mais chance de se repetir. Como se Alícia não fosse seu nome e o nome a esquecer não pudesse sumir.
Cidades para ter postais e feiras para ver anéis. Chegando às duas, acordando às dez. Passeios demais, cinema e balé. Colares pra ter mais fé e brincos para manter olhares. Petiscos, cerveja nos bares. Sentada na pedra e rabiscos no chão. O dedilhar num violão. Chá com pêssego ao som de piano. A vida fluindo no meio do ano! Teatro sob muita luz! Rabo-de-cavalo, caneta, bloco e os olhos azuis.
Veio como quem não chegava. Devagarinho, bem perto dos muros. Brincando com os bichos, sem pressa nas pernas, cobrindo os cabelos. Dormiu como se andasse às milhas! As pernas de fora, barriga pra baixo, a fronha caída. Coçando as orelhas! Acordou como se fosse dia. Rodou pela casa, sem nada nos pés, apoiou-se na porta voltada pra rua. Olhou a varanda, as plantas mexendo com o vento noturno. Ventava que era uma maravilha! Voltou para a sala, sentou num banquinho. Bebeu um licor, trazido da Europa, um clássico da sua família. Tossiu e parou, tremeu um pouquinho. Lembrou de quem não queria. Lamentou, uma besteira. Como se a vida permitisse que a gente esquecesse do que riu, do que chorou, nos dias que não se extinguiam. Como se a gente não buscasse sempre o mesmo, mas com novas roupagens e novas paisagens. Novos roteiros em parceria.
Tomou leite morno, com aveia e mel. Deitou-se outra vez, olhando pra cima. O som já tocava, um volume baixinho, o Clube da Esquina. Parada, sozinha, reconheceu outra vez o momento que tinha. Virou de lado e tentou dormir. Como se o fim fosse semana que vem, e não houvesse mais chance de se repetir. Como se Alícia não fosse seu nome e o nome a esquecer não pudesse sumir.
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4 comentários:
As Alícias são bem assim mesmo.
Lindo texto ... Bravo!
Eu vejo muitas Alicias por aí, isso é bem verdade.
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